Este é o Trio do sofrimento quando um deles vem falar, ou melhor, quando o senhor presidente do Banco de Portugal vem sondar a opinião pública com as suas grandes tiradas, logo assusta o povo.
Agora veio comunicar que é preciso subir os impostos, que grande novidade, na campanha eleitoral para a Assembleia da República, a candidata do PSD e não só, bateram nessa tecla, que as grandes obras públicas iriam deixar tanto estes como futuros governos dependentes da subida de impostos, ou seja, quem vai afinal pagar essas grandes obras, vamos lá esmiuçar isso...
Não é preciso muito esforço, os mesmos do costume, o povo, aqueles que não tem condições de fugir aos impostos, aqueles que vivem numa situação precária, aqueles que não têm segurança no trabalho enfim os mesmo de sempre os que realmente pagam as crises.... NÓS!
Reparem bem numa coisa, sempre que é preciso tomar decisões polémicas o presidente do Banco de Portugal ou do Tribunal de Contas, Coincidência ou não, são ambos do PS, vêm a público lançar a polémica, se não levantar muita celeuma lá vêm as ditas medidas, se levantarem muita celeuma, logo vem um dos outros 2 senhores "salvar" o país e dizer que não senhor ninguém faz nada....
Dizer que fulano ou sicrano é corrupto é fácil. Dizer que rouba (e muito) também é fácil. Que está rico à custa dos pobres também é fácil.
ResponderEliminarPara que as coisas sejam intelectualmente honestas teremos que definir antes, que seja quem for é culpado antes de ser julgado em tribunal ou apenas quando é julgado pela maldicência, rumores, boatos ou quaisquer intoxicações via comunicação social.
Mesmo que não seja provado.
E ou acreditamos que a justiça funciona e quando são culpados, são culpados, ou somos nós todos a julgar sem dados, sem provas, sem certezas maiores que convicções sobre a impressão que temos sobre determinado sujeito.
E assim, para os benfiquistas, o Luis Filipe Veira devia ser beatificado e depois canonizado e o Pinto da Costa devia arder no Inferno, porque dele só podem vir iniquidades. Que cada jogo dele é roubado, que as taças internacionais que ganhou para o clube são fruto da sorte, da máfia e das arbitragens. Se os juizos dependem da nossa opinião vamos gostar sempre mais de uma cor, da direita ou da esquerda, e julgar consoante as ideias pré-concebidas que temos.
Quanto mais alto estamos mais somos vistos.Em relação aos impostos, acho que as pessoas pensam que o dinheiro cai do céu. Com menos consumo há menos Iva e impostos cobrados. Com menos empregados à menos IRS cobrado. Com menos receitas temos que pagar às mesmas pessoas que o ESTADO (nós) pagamos normalmente (educação, saúde, infrastructuras, serviços...) e mais - temos que suportar o custo do envelhecimento da população e do aumento da longevidade das pessoas e ainda dos novos desempregados.
Ou seja, recebendo menos temos que pagar muito mais. E aqui ou somos intelectualmente honestos e percebemos (e aceitamos) esta realidade ou esperamos por um D. sebastião que faça omeletes sem ovos, que pague sem receber antes.
E como temos uma cultura (enquanto povo) de fuga a tudo o que são obrigações sociais (desde as declarações de rendimentos (veja-se a média de descontos dos advogados e dos médicos), tomemos por exemplo TV cabo pirata que era já uma instituição...
Temos que dar antes para receber e ver isto como uma economia "caseira"- se o pai não tem não pode distribuir aos filhos. E se distribui vai ter que escolher a quem e o quê que pode distribuir. Ou endivida-se cada vez mais e mais...
Chegamos lá apenas com mais trabalho, mais e melhores descontos, com um maior cuidado e responsabilidade na aplicação destes fundos.
E com a noção de que somos todos responsáveis.